Escolha uma Página

GUIA DEFINITIVO DE

Marketplace 

Para Construção

(Parte 1)

Neste guia, você aprenderá como iniciar um negócio em marketplace online – desde a pesquisas de mercado e a escolha do modelo certo para suas operações, passando pela seleção dos softwares necessários, pela construção, pelo lançamento e pelo desenvolvimento de sua plataforma de marketplace. Nessa primeira parte você vai entender o que é marketplace e qual sua importância para o mercado da contrução.

O que é marketplace? 

O conceito de marketplace remonta a 3.000 a.C., quando era considerado simplesmente um local físico onde os vendedores podiam negociar e vender produtos. 

Passados alguns milênios, entretanto, esse conceito mudou radicalmente com o advento da internet. Hoje os marketplace não são apenas ambientes físicos, mas também podem ser encontrados, em grande escala, em ambientes virtuais.  

Por esse motivo, o conceito original de marketplace sofreu uma drástica modificação a partir de 1995, com a chegada da internet e o surgimento de empresas como Ebay, Craigslist e Angie’s List. 

Venda seus produtos nos

principais marketplaces hoje!

Os principais marketplaces do país se abriram para o setor de materiais para construção. Hoje sua empresa pode comercializar produtos nesses importantes canais de vendas.

Conheça o parceiro ideal para sua empresa vender nos principais marketplaces do Brasil, clicando aqui.

Crescimento do marketplace no comércio eletrônico brasileiro

marketplace vem crescendo no Brasil e no mundo e hoje já representa uma fatia significativa do e-commerce.  

O primeiro marketplace a se destacar como uma plataforma para abrigar outros vendedores foi o eBay. A princípio, tratava-se apenas de uma reunião digital de colecionadores e consumidores de itens raros. Mas depois, tornou-se uma grande potência no segmento de e-commerce. 

Depois do eBay, a Amazon e o Alibaba entraram lentamemte em seus respectivos mercados e hoje, os dois gigantes disputam espaço com crescimento global. Atualmente, a Amazon, que começou vendendo apenas livros, é avaliada em US$ 1 trilhão. 

Já no Brasil, o destaque dos marketplaces é mais recente, mas sua história começa com as lojas online que abriram caminho entre os consumidores para criar um cenário digital mais propício. 

Dos marketplaces que compartilham os dados com a Ebit/Nielsen, é possível ter uma percepção mais clara desse mercado no Brasil.

Somente no primeiro semestre de 2019, o marketplace teve um crescimento de 13%, comparado aos 12% da média do e-commerce. O faturamento, por sua vez, foi de R$ 17, 6 bilhões, enquanto o e-commerce faturou R$ 26, 4 bilhões.

A pequena diferença do faturamento em relação ao crescimento médio mostra que o marketplace está ganhando cada vez mais adeptos. 

Ao analisar o número de pedidos, o marketplace ainda está atrás do e-commerceSão 36 milhões de pedidos nos marketplaces, contra 65 milhões no e-commerce. O ticket médio, em contrapartida, é maior no marketplace. 

No Brasil, 50 marketplaces são responsáveis por 67% do faturamento da modalidade e 55% dos pedidos de todos os marketplaces no Brasil tem relação com a venda de produtos de bens de consumo.  

Ao analisar o faturamento por região geográfica, a que tem mais destaque devido ao crescimento é a Sudeste, que cresceu 33% no primeiro semestre de 2019 em comparação ao mesmo período do ano passado. 

A região que apresenta maior faturamento ainda é a Sudeste, com R$ 10,4 bilhões no período analisado. Ao mesmo tempo, o crescimento das demais regiões em comparação ao Sudeste (com apenas 11%), mostra que o comércio eletrônico começa pouco a pouco a se espalhar para o Brasil e se tornar menos dependente do eixo que até então foi de destaque. 

M-commerce em marketplace

As compras em marketplace realizadas pelos dispositivos mobile já são 43% do total. Os pedidos no e-commerce já correspondem a R$ 15,5 milhões, com um share de produtos de 36%. 

O marketplace dá grande visibilidade para a venda de produtos não duráveis online. A categoria de maior destaque é Moda e Acessórios, com 23% do total vendido. Em seguida, destacam-se Eletrodomésticos e Casa e Decoração, com 13% e 12% respectivamente. 

Para quem vende bens duráveis, é preciso diversificar as opções de venda, já que o consumidor se engaja com mais facilidade com produtos que requerem recorrência. Dessa forma, uma loja que vende artigos de decoração pode também vender vinhos para atrair o consumidor mais vezes para o seu site. 

Prova disso são as categorias que apresentaram maior crescimento. Diferentes das mais compradas, destaca-se Alimentos e bebidas, bens não duráveis, com variação de 112%. 

38% dos pedidos realizados nos top 50 marketplaces analisados pelo Ebit ofereceram frete grátis. Além de deixar o consumidor mais propenso a fechar a compra, o frete grátis ajuda o e-commerce a atrair novos consumidores.  

Já a opção de retirar na loja física é algo que atrai cada vez mais os consumidores. A região que mais coloca essa estratégia em prática é a Sul, com 16% dos marketplaces permitindo essa opção. 

Os motivos que levam o consumidor a preferir a retirada na loja são variados. O principal é justamente não querer pagar o valor do frete. Em seguida, destaca-se a necessidade de ter o produto imediatamente, ter uma loja de retirada no caminho diário do consumidor e até mesmo não ter quem receba o produto em casa. 

O lojista precisa se ater ainda, à possibilidade dos serviços de entrega não alcançarem todos os CEPs e regiões da cidade ou arredores. Com a opção de retirar da loja, mais consumidores podem realizar compras online. 

O levantamento do Ebit mostra ainda que o consumidor do marketplace parcela mais no marketplace do que no e-commerce em geral. As parcelas de 4 a 12 vezes são uma opção para 35% dos consumidores. 

O cartão de crédito continua o principal meio de pagamento das compras online. O boleto, por sua vez, é uma opção segura para uma grande parte da população que ainda é desbancarizada. 

Importância dos sellers 

Muitos marketplaces, ainda, vendem produtos próprios dentro da plataforma. Do primeiro semestre de 2018 em comparação ao primeiro de 2019, no entanto, aumentou em 2% a importância do seller dentro da plataforma.  

Existem pontos positivos e negativos em vender dentro de um marketplace. Por um lado, existe uma audiência gerada pelo nome, consumidores que já circulam pelo site e aparecer com prioridade na busca de um possível consumidor. Por outro, o marketplace proporciona uma competição pelo preço que pode ser prejudicial ao lojista, além de gerar comoditização do produto. 

Para o lojista se destacar dentro da plataforma precisa investir em boas descrições e conteúdo próprio. Além disso, é muito importante os lojistas fornecerem informações confiáveis como um fator de conversão. 

Um levantamento da ebit apurou ainda a perspectiva do consumidor com relação ao marketplace. 64% dos consumidores sabem o que é um marketplace, mas 12% imaginavam que qualquer loja online poderia ser um marketplace. 

Promoções: ponto positivo para o setor de marketplace 

Outro grande fator que atrai a atenção dos consumidores é a possibilidade de encontrar promoções. 36% dos consumidores apontaram esse fator como um dos 10 pontos fortes do marketplace. 

Dos pontos negativos, o preço do frete é apontado entre os 10 fatores que poderiam melhorar. Promoções, em contrapartida, também aparecem nessa lista como um ponto a melhorar. 

Os brasileiros estão preocupados com o melhor uso que será dado ao dinheiro que tem. Para que as compras online caibam no orçamento da maior parte da população, é preciso ter em mente as necessidades de consumo dos brasileiros. 

Experiência de compra 

A maior parte avalia que teve uma boa experiência de compra no marketplace, 46% boa e 44% ótima. Para os consumidores, o principal critério para escolher o marketplace e decidir realizar a compra é encontrar os melhores preços e promoções. 

54% dos consumidores se dizem fiéis aos marketplaces em que realizam compras. Ter segurança e confiança na marca é o principal motivo apontado, mas receber promoções direcionadas e facilidades no checkout também são destaques. 

Oferecer uma comunicação inclusiva e personalizada faz com que o consumidor desenvolva maior relação afetiva com a marca. Assim, é mais fácil converter consumidores em fãs e gerar recorrência. 

Tendências globais 

Uma pesquisa da DHL mostra o porquê empresas B2B consideram o e-commerce importante. O principal fator, tanto para hoje quanto para os próximos anos é a capacidade de reter clientes. 

Outro fator que levanta a importância do marketplace é o uso dele como ferramenta de pesquisa de preços. Se essa se tornou uma prática comum entre consumidores, gera um efeito ainda mais significativo para quem trabalha com o mercado B2B. 

Uma pesquisa da E-Marketers mostra que, nos Estados Unidos, 78% dos funcionários de procurement começam suas buscas por preço na Amazon ou no Google. Entre os consumidores B2B, 30% afirmam fazer mais compras na Amazon Business depois do surgimento da plataforma. De acordo com a B2Bec News, inclusive, a Amazon Business é o marketplace mais usado para esse tipo de pesquisa. 

Pin It on Pinterest